Vizinhos – Parte 2

In: Geral

8 Oct 2007

Esta noite, foi, como muitas outras noites, noite de festa no andar de cima.

Por festa, entenda-se discussão acesa em que o vizinho macho grita a plenos pulmões enquanto o vizinho fêmea grita da mesma maneira, e quando possível, ao mesmo tempo.

Esta noite, no entanto, foi introduzida uma inovação no alinhamento de sons.

Assim, enquanto o vizinho macho gritava, o vizinho fêmea ria de forma estridente.

Como calculei, o efeito deste riso não foi propriamente apaziguador da fúria do vizinho macho. (O que terá acontecido aos belos tempos do “Rir é o melhor remédio”?)

Assim, o vizinho macho, de cada vez que se ouvia o riso do vizinho fêmea, aumentava a fúria e volume do que quer que vociferava à sua companheira.

Dos dois filhos, estranhamente, não se ouvia pio…

Após, aproximadamente, 15 minutos de gritos, como manda a etiqueta, peguei na vassoura e bati no meu tecto (chão dos meus vizinhos), o resultado foi nulo e sinceramente, nem sei se ouviram alguma coisa…

Aguardei mais 5/10 minutos, sensivelmente o tempo que demorou a acabar o resumo do Académica/Porto na TVI, e foi-me deitar.

Era 1h30 da manhã, mais coisa menos coisa.

À 1h40, achei que não devia ser o único a partilhar da diversão, levantei-me e liguei para a Polícia, que prontamente e após perguntar quem eu era, me informou que em virtude de um princípio de incêndio no descampado atrás do meu prédio que estava a ser controlado, um carro patrulha passaria por casa do meus vizinhos a ver se restavam feridos nos destroços.

Fui dormir.

Às 2h30 toca a campainha, fui ver quem era, não era a neve, nem o ovário, eram três guardas (GNR… portanto, que agente é da PSP!) que apenas me pediam que lhes abrisse a porta do prédio, pareceu-me um pedido razoável, pelo que prontamente acedi.

Fui-me deitar.

Às 2h35 batem-me à porta.

Confirmo quem é…

São os três guardas.

Abro a porta, dizem-me que estiveram no andar de cima, com o ouvido encostado à porta e que não ouviram nada.

Perguntam-me se é comum isto acontecer.

Respondo que sim e conto abreviadamente o que se tem passado nos últimos tempos.

Dizem que compreendem e perguntam-me se acho que vale a pena irem lá cima falar com eles, visto que já devem estar a dormir…

Respondo, que agora, realmente, se calhar não vale…

Dizem-me que então está bem, que se voltar a acontecer, para ligar novamente para a esquadra, que então, concerteza falarão com os meus vizinhos, despedem-se, eu despeço-me.

Vou dormir.

Adormeci por volta das 4h… Problemas em adormecer, possivelmente por ter acordado com a campainha… E com a Polícia a bater-me à porta…

Durante a insónia… pensei no que tinha sucedido e surgiu-me uma questão que agora partilho convosco…

Mas então?…

Eu ligo para a esquadra a reclamar que não me deixam dormir com gritos, e quem os guardas têm problemas de consciência em acordar…

São os meu vizinhos?!?!?!

7 Responses to Vizinhos – Parte 2

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Cherne au Bill, o craniano

October 8th, 2007 at 7:48 pm

Era despachá-los a zagalote!

Até os filhos agradeciam!

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andré de dâda maia

October 8th, 2007 at 9:25 pm

Tu já alguma vez viste os teus vizinhos? Acho que isso pode ser só uma televisão com o som muito alto a passar programas da Julia Pinheiro… Gritos e risos estridentes?! Não ‘tou a ver que mais possa ser…

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licinio

October 8th, 2007 at 10:28 pm

Acho que a ser programa da Júlia Pinheiro… è seguir o conselho e zagalote com eles…

Há limites para tudo…

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Twix

October 8th, 2007 at 11:00 pm

Eu confirmei … não era a Júlia Pinheiro…

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licinio

October 9th, 2007 at 8:50 pm

Ah pois, que tenho testemunhas!

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andré de dâda maia

October 10th, 2007 at 12:11 am

Então tens mesmo que ter pontaria suficiente para fazer com que o Rui Reininho e os amigos deles apareçam lá à hora em que há festival. E o outro vizinho? O Michael Keaton? Tem atacado? Esse prédio é genial…

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licinio

October 10th, 2007 at 9:33 am

Esse está mais calmo, volta e meia sempre se ouve uma ou outra martelada…

A sério… Uma… ou duas… Não mais…

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